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Abdominoplastia – Existe Mesmo a Necessidade da Cicatriz ao Redor do Umbigo?


A plástica abdominal clássica sempre é feita com o reposicionamento do umbigo através de um pequeno corte no abdome criando, portanto, a cicatriz ao redor do umbigo. O tipo de cicatriz e o formato do umbigo dependem de vários fatores. Dentre eles, dois são os mais importantes: a incisão optada pelo médico no abdome para exteriorizar o umbigo e o tipo de cicatrização da paciente. 
O médico pode optar por técnicas diversas na confecção do umbigo, o que pode trazer sua forma mais para arredondada ou triangular, isso será um fator determinante na forma final do umbigo. Mas, se a paciente tiver tendência à cicatrização inestética, como cicatriz hipertrófica; escurecida ou quelóide, sem dúvida esse será o fator que mais irá interferir negativamente no resultado estético.

Fonte foto: blogumbigo.blogspot.com
 Existe a possibilidade de realizarmos a abdominoplastia sem cicatriz ao redor do umbigo, quando criamos um ''neoumbigo'' sem cortes. Normalmente reservamos essa indicação para casos especiais, principalmente pacientes com maior espessura da camada gordurosa, o que permitirá resultado estético melhor. Nessa técnica, fazemos o novo umbigo por tração da pele por baixo, criando um afundamento artificial na área onde ficava o umbigo prévio, simulando um novo. Como utilizamos uma tração por baixo da pele, quanto maior for a espessura da camada gordurosa, maior será a impressão de naturalidade do umbigo criado  pelo afundamento.
Essa técnica não está isenta de riscos. Nela, o umbigo original é descartado e caso ocorra resultado pouco satisfatório, por exemplo, com ruptura parcial ou completa dos pontos utilizados para confecção do mesmo, será necessária nova intervenção cirúrgica. Além disso, existe o risco do umbigo não atingir profundidade satisfatória, dando impressão de umbigo raso.
A abdominoplastia pode ser feita em uma forma não clássica em casos bem selecionados, essa técnica é conhecida como abdominoplastia intermediária. Nessa técnica retiramos menos pele e apenas rebaixamos o umbigo de posição, mantendo sua forma original, sem promover cicatrizes ao seu redor. A indicação dessa forma de abdominoplastia é selecionada apenas para determinado grupo de pacientes (pouca sobra de pele em abdome inferior, pacientes com umbigo em posição alta e presença do afastamento dos músculos abdominais), sua indicação depende de criteriosa avaliação do custo –benefício.
Portanto, como expomos acima, a abdominoplastia sem cortes ao redor do umbigo existe, mas somente para casos selecionados e para pacientes muito bem orientados dos riscos e eventuais limitações no resultado.

Prótese de Mama e Estrias. Tenho Chance de Ter?


Toda vez que existe um rápido aumento de volume sobre a pele, as fibras colágenas podem não ter tempo para se adaptar à nova pressão, com risco do tecido ceder. Com a ruptura das fibras do tecido, cria-se uma cicatriz, inicialmente avermelhada pelo processo inflamatório, mas com o passar do tempo modificando sua cor para uma mais definitiva - normalmente branca. Dependendo da tensão sofrida e do dano tecidual, essa cicatriz pode tornar-se mais larga. 


Esquematização da formação da estria (fonte foto:http://www.dermaclinic.com.br)
 As estrias são cicatrizes e, infelizmente, a medicina ainda não dominou o complexo mecanismo da cicatrização, com os diversos fatores que influenciam sua aparência cicatricial final, que pode mostrar-se esteticamente como boa ou ruim. Por isso, existe a dificuldade tanto na prevenção como no tratamento do quelóide (que é uma forma de cicatriz inestética) e inexistem tratamentos adequados para melhorar o aspecto da estria quando se encontra em fase tardia.

Estria inicial - aspecto avermelhado, possibilidade de atenuação com tratamento
Estria tardia - sem opções adequadas de tratamento
 
A prótese de mama promove a distensão súbita da pele da mama e das fibras colágenas teciduais com reais possibilidades de gerar estrias. O cirurgião não tem uma fórmula matemática para determinar se você vai evoluir ou não com estrias, no entanto, alguns fatores podem dar pistas.
Quanto maior o volume da prótese escolhida, maior a chance de estrias, além disso, as mamas pequenas e com pouca pele redundante trazem o maior risco. As pacientes com alguma flacidez de pele - normalmente as que já amamentaram e as que já possuem estrias na mama - apresentam risco menor de evoluir com estrias.
Portanto, é importante frisar que sempre existe o risco do surgimento de estrias pós mamoplastia de aumento. O que fazemos é tentar minimizar seu aparecimento através do bom senso na escolha do tamanho da prótese e medidas que auxiliam na prevenção. Vale ressaltar, que as medidas farmacológicas preventivas, como o uso de cremes hidratantes/óleos específicos ajudam muito, mas não trazem qualquer garantia de que a mama operada não evolua com estrias, da mesma maneira que uma gestante utilizando os cremes, óleos ou mesmo ingerindo colágeno, não tem garantias que seu abdome não evoluirá com as estrias. 
Caso as estrias apareçam, realizamos o tratamento precoce quando ainda há benefício terapêutico conjuntamente à dermatologia, através de laser e peelings.